
Mais de 30 termos técnicos que aparecem em laudos, propostas e conversas com agrônomos — explicados em linguagem clara, sem orgulho técnico.
Índice de vegetação que mede o vigor vegetativo da lavoura através da diferença entre reflectância no infravermelho próximo e na luz vermelha. Valores variam de -1 a +1; lavoura saudável fica entre 0,5 e 0,9. É o índice mais comum em mapas de sensoriamento remoto.
Variação do NDVI que usa a banda red edge em vez do vermelho puro. Mais sensível ao estresse nutricional precoce (especialmente nitrogênio) e funciona melhor em lavouras já bem desenvolvidas, onde o NDVI satura.
Tecnologia de correção de sinal GNSS que permite precisão centimétrica em tempo real, contra os ~3 metros de um GPS sem correção. Indispensável para topografia, amostragem georreferenciada precisa e pulverização sem sobreposição.
Abordagem técnica que combina monitoramento sistemático, identificação correta do agente causador e decisão de manejo baseada em nível de dano econômico — em oposição à aplicação preventiva por calendário fixo.
Densidade populacional de uma praga a partir da qual o prejuízo causado supera o custo do controle. Quando a infestação está abaixo do NDE, a aplicação não se paga; quando passa, está atrasada. É o coração da decisão técnica no MIPD.
Densidade populacional ligeiramente abaixo do NDE, usada como gatilho prático para iniciar a aplicação. Trabalha-se com NC e não com NDE porque entre detectar a praga e conseguir aplicar passam alguns dias.
Medida da capacidade do solo de reter cátions (Ca, Mg, K, Na, H, Al). CTC alta indica solo "armazenador" de fertilidade; CTC baixa indica solo arenoso que perde nutriente rapidamente por lixiviação.
Percentual da CTC ocupado pelos cátions essenciais (Ca + Mg + K). Para soja, V% recomendado fica entre 50% e 70%. Abaixo, recomenda-se calagem; acima, risco de salinização.
Percentual da CTC ocupado por alumínio (Al³⁺), que é tóxico para as raízes. Acima de 10-20% é fator limitante para a maioria das culturas — exige calagem corretiva.
Malha regular que divide o talhão em células iguais (1×1 ha, 1×2 ha, etc), de onde se coleta uma amostra composta por célula. Grids menores capturam mais variabilidade espacial mas custam mais.
Aplicação de insumo (calcário, adubo, defensivo) em doses diferentes ao longo do talhão, conforme mapa de prescrição. Demanda mapa georreferenciado, máquina com tecnologia compatível e mapa de prescrição em shapefile ou ISO XML.
Termo técnico para drone. Em uso agrícola, divide-se em duas grandes famílias: drones de mapeamento (multirotor leve ou asa-fixa) e drones de pulverização (multirotor pesado, como o DJI Agras).
Certificação obrigatória para operação comercial de drones acima de 25 kg no Brasil, exigida para drones agrícolas como o DJI Agras T25. Sem CAVE válido, a operação é ilegal e o produtor pode responder solidariamente.
Sistema do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo) onde toda operação de drone agrícola deve ser registrada antes do voo. Garante coordenação com o espaço aéreo controlado.
Representação tridimensional digital do relevo da propriedade, gerada a partir de levantamento topográfico ou voo fotogramétrico. Base para projeto de terraços, drenagem, talhonamento e cálculo de movimentação de solo.
Estrutura linear no terreno (em nível ou em desnível) que intercepta o escorrimento superficial, reduzindo erosão e perda de solo. Dimensionamento depende de declividade, tipo de solo e regime de chuvas.
Grãos perdidos antes de a colheitadeira começar a operar — por debulha natural, deiscência de vagem ou ataque tardio de praga. Mensurado por amostragem em quadros padronizados antes da entrada da máquina.
Grãos perdidos pela plataforma de corte da colheitadeira — geralmente o maior componente da perda total em soja. Causa principal: velocidade de avanço excessiva ou plataforma mal regulada para a altura da cultura.
Profundidade máxima que a raiz da cultura consegue explorar no perfil de solo. Limitada por camada compactada, lençol freático, presença de Al tóxico ou pedregosidade. Diretamente ligada à tolerância da lavoura a veranicos.
Macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S) são exigidos em quantidade grande. Micronutrientes (B, Zn, Cu, Fe, Mn, Mo, Cl) em quantidade pequena — mas faltam com a mesma facilidade. Carência de Zn em soja é praticamente lei em todo o Brasil.
Câmera que captura imagens em múltiplas bandas do espectro eletromagnético (vermelho, verde, azul, red edge, infravermelho próximo) — permitindo gerar índices como NDVI e NDRE. Sensores leves como o MicaSense já são padrão em drones de mapeamento.
Tecido branco de aproximadamente 1m² usado para amostragem de pragas em soja: a planta é batida sobre o pano e os insetos derrubados são contados. Método padrão de scout entomológico em soja.
Aplicação de calcário (calcítico ou dolomítico) para neutralizar acidez do solo e fornecer Ca/Mg. Dose calculada com base no método da saturação por bases. Geralmente recomendada com 60-90 dias de antecedência ao plantio.
Documento obrigatório emitido por engenheiro agrônomo (CREA) para qualquer aplicação de defensivo agrícola. Especifica princípio ativo, dose, alvo, modo de aplicação e responsabilidade técnica.
Tipo de bico usado em drones como o DJI Agras T25 (modelo LX8060SZ), que pulveriza por força centrífuga em vez de pressão. Permite ajustar o tamanho da gota digitalmente — fundamental para reduzir deriva.
Proporção de argila, silte e areia no solo. Define capacidade de retenção de água, CTC potencial e resposta à adubação. Latossolo vermelho do Brasil tipicamente tem 40-60% de argila; arenoso da divisa com GO pode ter menos de 15%.
Formato de arquivo geográfico padrão de mercado para mapas de prescrição. Contém geometria (polígonos do talhão) e atributos (doses, classes). Compatível com a maioria dos sistemas de telemetria agrícola.
Capacidade adquirida por populações de pragas/daninhas de sobreviver a doses normalmente letais de um princípio ativo. Manejada com rotação de mecanismos de ação (MoA) e MIPD — para não criar pressão de seleção desnecessária.
Conjunto de constelações de satélites (GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou) usadas para geolocalização. Receptores multifrequência + RTK entregam precisão centimétrica usada em topografia agrícola.
Tipo de radar com múltiplas antenas controladas eletronicamente, usado nos drones DJI Agras T25 para detecção de obstáculos sem partes móveis. Funciona de dia, à noite, com poeira ou neblina — ao contrário de sensores ópticos.
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